<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5770889965420503793</id><updated>2011-09-28T14:31:47.716-07:00</updated><title type='text'>Pra ficar sentado de longe, olhando. Pra mergulhar.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ariareia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>AriFilho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06211448264126644553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/SpwQeYiuq1I/AAAAAAAAAJU/CZJLZo9esGg/S220/DSC04934.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5770889965420503793.post-5218117177148259458</id><published>2011-04-09T08:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T08:30:44.294-07:00</updated><title type='text'>Professor...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.abril.com.br/imagem/alunos-vestibular-unicamp-436x300.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://www.abril.com.br/imagem/alunos-vestibular-unicamp-436x300.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;“&lt;i&gt;Professor&lt;/i&gt;”, chamou um garoto. Não era professor, estava apenas fiscalizando a prova, mas não disse isso ao aluno, talvez até porque tenha gostado da solenidade que teve aquele levantar de indicador esquerdo (o menino devia ser canhoto), aquele aguardar por consentimento para falar e aquele pronunciar reverente da palavra &lt;i&gt;professor&lt;/i&gt; direcionada a ele. “&lt;i&gt;Pode dizer&lt;/i&gt;”. E o menino, que fazia o primeiro ano do ensino médio, apontou em silêncio para a palavra e continuou: &lt;i&gt;“O que é adultério?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&amp;nbsp;Ele não diria em hipótese alguma qualquer coisa que influenciasse um possível acerto ou erro nas respostas, nunca havia feito aquilo porque era uma pessoa consciente, sua função ali era apenas impedir a famigerada e milenar tradição estudantil da pesca (ou cola, como queira). Mas abriu a boca e disse: &lt;i&gt;“Traição, infidelidade conjugal, quando um homem ou mulher trai a pessoa com quem mantém um compromisso emocional”&lt;/i&gt;. Disse e ficou pensando na besteira que tinha feito. Não deveria ter aberto a boca - só para esbanjar conteúdo, só para mostrar que sabia dispor compreensivelmente a explicação de um termo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por que motivo deu, ele, a definição daquele verbete? Isso não há quem responda, não mesmo. E o fiscal, certo de que lera a questão antes de falar, sabia que o significado daquela palavra não era definitivo para chegar-se à resposta final, mas mesmo assim não deveria ter dito - não deveria! Não por uma questão de pudor, mesmo em se &amp;nbsp;tratando de uma coisa como o adultério, nada disso. O que pesava sobre aquele falso professor era lembrar que os professores, por mais falsos que sejam, quando perguntados sobre a significação de um verbo ou substantivo, ou seja lá o que, mandam que os alunos procurem no Aurélio ou na Barsa - mandam procurar no Google - mas não respondem de cara. Porque responder a um desses meninos, assim de cara, o significado de um substantivo ou adjetivo, ou seja lá o que, é castrar uma oportunidade de aprendizado duradouro quanto àquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando procura no dicionário, o estudante aprende por esforço pessoal, ele constrói o conhecimento, ele apreende por experiência própria. E com aquela ação o fiscal tirava a oportunidade que o menino teria de aprender por experiência própria, talvez pelo próprio erro, o que seria adultério. Era difícil, muito difícil para o fiscal lidar com a revolta interna que surgia lentamente ali nele contra ele mesmo. Mas (ficou pensando) não teria sido isso na verdade um favor? Afinal, estava poupando um adolescente de ter que aprender por experiência própria o que seria adultério! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Algumas pessoas, é verdade, conseguem passar tranquilamente pela coisa, umas dessas saem até melhor do que se esperava, saem melhor até do que estavam antes (no caso delas o adultério foi um benefício que não poderia ter deixado de vir-lhes acontecer), saem vacinadas, até mais bonitas, mais menos chochas. Entretanto há aqueles que tomam de uma vez uma cartela inteira de Diazepan, tomam chumbinho, bebem shampoo ou água sanitária, que se jogam na frente de carros ou de cima de prédios, que cortam os pulsos (ou seja, os que resolvem acabar com TUDO); mas e quando a pessoa resolve acabar com TODOS e entrar armada num cinema atirando na platéia, nos seguranças, nos atores, ou resolve pegar um carro e explodir no meio de uma avenida em horário de pico?! É sério, as pessoas mal-equilibradas podem perder completamente o equilíbrio ai pronto, já éramos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E aquele menino era canhoto! Sabe-se lá se isso não era traumatizante para ele (imagine, durante as séries iniciais, os outros meninos chamando-o por apelidos e rindo daquele jeito nem tão sem jeito que ele tinha pra escrever). Outra coisa, naquela idade não saber o que é adultério é estranho também, ele devia ter um déficit de atenção ou de aprendizado (talvez por conta mesmo das brincadeiras de mau-gosto dos colegas quanto à sua não-destreza, que o desmotivava a estudar, ler, ir à escola) certamente isso influenciava suas notas, boletins, anos e anos de recuperação, talvez até alguma repetência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquele menino aprendendo por experiência própria o que é adultério seria um perigo! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Professor”, chamou uma garota. Não era professor, sabia disso, agora mais do que nunca - nem um falso professor ele poderia ser - estava apenas fiscalizando a prova, mas não disse isso à aluna, porque gostava daquilo, o indicador levantado, a espera pelo consentimento, a reverência no vocativo. “Pode dizer”. A menina apontou em silêncio para a palavra e continuou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5770889965420503793-5218117177148259458?l=ariareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ariareia.blogspot.com/feeds/5218117177148259458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2011/04/professor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/5218117177148259458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/5218117177148259458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2011/04/professor.html' title='Professor...'/><author><name>AriFilho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06211448264126644553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/SpwQeYiuq1I/AAAAAAAAAJU/CZJLZo9esGg/S220/DSC04934.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5770889965420503793.post-6169675668945101774</id><published>2010-12-31T12:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T12:55:33.549-08:00</updated><title type='text'>LÁ ´STÁ A BOLA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uusrEwCrStI/TEIQD_fGqlI/AAAAAAAAANA/HFvlprzW6k8/s1600/bola-furada1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/_uusrEwCrStI/TEIQD_fGqlI/AAAAAAAAANA/HFvlprzW6k8/s320/bola-furada1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lá vem a bola&lt;br /&gt;No pé do menino&lt;br /&gt;Lá se vai ela&lt;br /&gt;Suspensa no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Poxa!", um grito,&lt;br /&gt;"Chutei uma pedra."&lt;br /&gt;A mãe, da sala,&lt;br /&gt;Sequer veio olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá ´stá a bola&lt;br /&gt;Correndo pra rua&lt;br /&gt;E o pequeno&lt;br /&gt;Artilheiro atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem a bola,&lt;br /&gt;Um carro e o menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um freio em cima,&lt;br /&gt;Mas tarde de mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5770889965420503793-6169675668945101774?l=ariareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ariareia.blogspot.com/feeds/6169675668945101774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2010/12/la-sta-bola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/6169675668945101774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/6169675668945101774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2010/12/la-sta-bola.html' title='LÁ ´STÁ A BOLA'/><author><name>AriFilho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06211448264126644553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/SpwQeYiuq1I/AAAAAAAAAJU/CZJLZo9esGg/S220/DSC04934.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uusrEwCrStI/TEIQD_fGqlI/AAAAAAAAANA/HFvlprzW6k8/s72-c/bola-furada1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5770889965420503793.post-5905221471108947869</id><published>2010-12-30T17:23:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T17:24:55.465-08:00</updated><title type='text'>COMPLICADO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/TR0wZiLz-aI/AAAAAAAAARM/03ADzbOyLmI/s1600/complicado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/TR0wZiLz-aI/AAAAAAAAARM/03ADzbOyLmI/s320/complicado.jpg" width="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era tudo muito simples e muito claro no começo. Eles deveriam fazer apenas um pequeno esforço e seria sempre assim. Pelo menos, foi o que pensaram embora nunca houvessem comentado isso entre si (por sinal, eles não comentavam quase nada entre si). O problema é que essas coisas não se alcançam mediante esforços e, o agravante: não se mantêm com esforço algum. Essas são coisas dessas que acontecem, sabe, naturalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas eles eram tinhosos e, mesmo vendo que não estavam obtendo êxito na estratégia do ‘esforço’, continuavam por ela caminhando exauridamente. Assim, eles eram obrigados a despender cada vez mais força para maquiar o esforço que estavam fazendo no afã de que as coisas continuassem muito simples e muito claras como no começo – e é claro que tudo seria mais fácil se não houvessem eles feito mais esforço algum desde que perceberam que essas coisas não se sustentam dessa forma. Porque eles perceberam isso, ah, perceberam! &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas a vontade casual de que continuasse a simplicidade e a clareza iniciais foi-lhes tomando ar de necessidade vital, e aquilo os foi cegando (de verdade). Talvez, se um deles houvesse comentado com o outro sobre a camada vermelho-sangue opaca que estava se formando sobre as suas retinas, o outro pudesse ter feito alguma coisa a respeito, mas eles não comentavam mesmo quase nada entre si. E, agora, caminhando já em direções opostas, enxergando parcialmente apenas, acharam-se perdidos no meio de um caminho que, antes, pensavam conhecer bem mesmo com os olhos vendados. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Exaustos, cegos, mas conscientemente sem a companhia de outrora, viram tudo ficar muito complicado e muito escuro. Passaram então a correr, ambos com a mesma finalidade: encontrar o outro. Corriam desesperadamente sem perceber que quanto mais tentavam se aproximar, mais é que se afastavam – como a letra daquela música, mas invertida. E foi menos desespero que falta de atenção o que os fez esquecer o fio que os prendia por uma das pernas um ao outro. Não carecia tanto desperdício de energia para que se achassem, bastava usar o fio, puxar o fio. Mas eles queriam correr, e uma hora o fio ficaria pequeno para a distância que eles tomariam – ou melhor, a distância ficaria grande de mais para o fio, que não era curto, diga-se de passagem – ai viria a queda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eles corriam com tanta voracidade e anseio íntimo pelo encontro que a força da carreira ocasionou não só a queda como a quebra do fio. E a única coisa que não poderia acontecer entre eles era a quebra do fio que os unia, porque sem o fio eles não eram mais eles, eram apenas um e outro. E quando duas pessoas tornam-se apenas ‘um’ e ‘outro’ elas não conseguem compreender o mundo da mesma forma como se fossem ‘eles’. Mudam-se as conjugações nos tempos tanto no presente, como no futuro e, pasmem, até no passado. Porque não importa como tenha sido o passado entre ‘eles’, se um dia houver a segregação pode até não mudar o que se lê, mas muda o modo como se lê e o gosto que essa leitura tem.  É tudo muito simples e muito claro, na verdade, e isso já é complicado o suficiente pela própria natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5770889965420503793-5905221471108947869?l=ariareia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ariareia.blogspot.com/feeds/5905221471108947869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2010/12/complicado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/5905221471108947869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5770889965420503793/posts/default/5905221471108947869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ariareia.blogspot.com/2010/12/complicado.html' title='COMPLICADO'/><author><name>AriFilho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06211448264126644553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/SpwQeYiuq1I/AAAAAAAAAJU/CZJLZo9esGg/S220/DSC04934.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ASvVIOVJkBg/TR0wZiLz-aI/AAAAAAAAARM/03ADzbOyLmI/s72-c/complicado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
